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Pressa, pra que?

San Giminiano, Toscana, Italia

A vida na Toscana é assim:
Nos vilarejos medievais, carros não passam na rua depois das oito da noite.
Almoço? Só na hora de almoçar.
(Parece óbvio? Experimente encontrar um restaurante aberto às quatro da tarde!)

Flores na porta das casas.

E muitos vinhos bons.

Impossível voltar a mesma pra casa: a gente aprende que a vida não precisa ser tão desesperadamente corrida.

E que, com calma, dá tempo de fazer muitas coisas.

Inclusive viver.

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Rua Direita com a igreja da Matriz ao fundo

A pedido de um colega de trabalho, fiz uma lista com dicas de Pirenópolis, para guiá-lo em um final de semana que passará na cidade com um amigo.

Não foi difícil pensar em vários lugares (alguns óbvios, outros mais secretos) que eu adoro na cidade – que frequentei bastante quando tive o privilégio de cuidar da cada de um amigo querido em temporada em Paris, no centro histórico da cidade.

Gostei tanto do “guia sentimental” que fiz, que resolvi compartilhar com quem ainda não foi na cidade – ou já frequenta, mas não se permite arriscar lugares diferentes.

Propositalmente não há dicas de cachoeiras, caminhadas, trilhas e afins. As dicas encomendadas eram para alguém que não é afeito a este contato, digamos, tão íntimo com a natureza. Mas ir a Pirenópolis e não se enfiar embaixo de uma cascata de água gelada é quase um sacrilégio.

Deixo as dicas, em especial, para meus amigos queridos que deixarão Brasília no final do governo Lula. O tempo passa rápido e, quando a gente menos espera, já está na hora de partir. Portanto, aproveitem o que há de ótimo no Planalto Central. E Pirenópolis é obrigatório.

Deixo as dicas aqui tal e qual mandei na mensagem para ele. São indicações despretensiosas, quase devolvendo para o mundo as que recebi de uma conhecida generosa da última vez que visitei Buenos Aires – sem comprometimento com detalhes de serviços, preços e localização. Em Pirenópolis, você se acha com facilidade. Mas se quiser uma mão, indico: www.pirenopolis.com.br.

Pizzaria Boca de Forno – a pizza é deliciosa, o ambiente é bem legal. Fica perto da rua da Cruz, não sei falar o endereço certinho, mas é fácil de achar por esta referência.

Caffé & Tarsia – é um lugar muito bonitinho, geralmente com música ao vivo de ótima qualidade. A comida não é lá estas coisas, o idela é jantar em algum dos lugares que eu indiquei e ir pra lá ouvir uma boa música e tomar um drinque – Rua do Rosário, 34 (é aquela rua principal, super fácil de achar).

Empório Santa Dica – também tem música ao vivo, é agradável, mais para bar do que para restaurante. Vale a pena – Rua do Bonfim, 17 (também perto da rua principal)

O Bacalhau da Bibba – nunca comi lá, mas dizem que é muito bom. Mistura de antiquário com restaurante, mais sofisticado. Fica na rua do Rosário também, mais para o final, perto da praça.

Vagafogo – Vale super a pena tomar um brunch lá. Eles só servem frutas que estão na época e que eles cultivam lá mesmo (você sabe que adoro estas coisas, né?). O lugar é lindo também, o passeio é super agradável.

Café Pirineus – É do lado daquela loja que te dei o cartão. Ideal para um café de fim de tarde.

Galeria Wânia Machado – Vale a pena uma visita e até mesmo uma compra. Especializada em artistas goianos da melhor qualidade, tem uns quadros super interessantes. É na rua do Bonfim também, mas não sei o número. É mais ou menos perto do Café dos Pirineus.

Empadão Goiano – Este eu não sei o nome nem o endereço, mas fica em uma rua que sai da Igreja da Matriz (se você estiver de frente para igreja é à direita), onde tem uma placa escrita “Empadão Goiano” – mais direto, impossível! Eu adoro.

Tem um francês que é bem gostoso também. Ele ficava na rua do Rosário, mas acho que agora mudou e está ao lado do cinema de Pirenópolis, perto da Igreja da Matriz. Chama-se Le Bistrô, se não me engano.

Vale super a pena entrar no Teatro Municipal de Pirenópolis para uma visita. Se tiver algum espetáculo, vale comprar a entrada só para conhecer por dentro. É daqueles teatros do início do século 20, de interior, lindo, lindo. Fica perto da Matriz de Pirinópolis.

Igreja da Matriz – Linda. Foi aquela que pegou fogo e está sendo restaurada. Tinha uma época que deixavam entrar, não sei se continua. Se puder, vale a pena.

Igreja do Carmo – Fica no bairro do Carmo, é menorzinha, fica no alto de uma rua, ao lado de um hotel. Infelizmente só sei ir, não sei o endereço, mas é fácil achar.

É final de semana? Vá à feira. Não de artesanato, mas de alimentos, em frente ao Mello. Coma pastel de queijo com caldo de cana, compre conserva de pequi, queijo fresco e doce.

Enjoy!

Maravilhosa vista do Mosteiro dos Jerônimos, a partir do Monumento aos Descobrimentos

Amigos sempre me pedem dicas de passeios, restaurantes, hospedagem e lugares para visitar. Adoro quando isso acontece, mas acabo me empolgando e fazendo um verdadeiro mini-guia, com dicas que não são normalmente encontradas em publicações tradicionais de viagem.

No final, acho que não vale a pena guardar só pra duas ou três pessoas, então compartilho aqui sugestões de passeios em mais um lugar que vale muitíssimo a pena conhecer: Lisboa, Portugal.

As dicas estão aqui tal e qual mandei no email, inclusive com o texto escrito na correria de outros afazeres:

“Olha, vou te dar algumas dicas de coisas que gostei muito de fazer, lugares bacanas e restaurantes ótimos. Mas a principal dica é: descubra Lisboa por você mesma! A cidade é ótima pra caminhar e facílima de se movimentar por metrô ou ônibus, então se você vir algum lugar charmoso e interessante, não hesite em seguir a sua intuição e entrar! Foi assim que descobri a maioria dos lugares mais legais que visitei em Lisboa. Aproveite que você gostam de bater perna e andem muito!”

1) Bairro Alto – é o lugar da ferveção alternativa, algo como uma Lapa lusitana. Restaurantes maravilhosos, bares descolados, shows de fado, lojinhas. Tem que ir à noitinha, tipo oito horas. Jante e depois bata perna, entre nos bares que achar mais simpáticos e aproveite! As ruas ficam lotadas (se prepare!), é tipo a Lapa mesmo!

Tem um restaurante que gostamos muito, chamado Alfaia (na travessa da Queimada, não é difícil achar), pegue uma mesa do lado de fora e peça qualquer prato. Tudo é delicioso. Mas antes, please, não deixe de tomar uma taça de vinho numa adeguinha que tem bem em frente, é uma portinha só, é do mesmo dono do Alfaia. As pessoas ficam na rua também, escolha um vinho e peça o queijo de azeitão cremoso. Huuuum, me dá agua na boca só de lembrar…

2) Atira-te ao Rio – É uma dica de lisboeta, não é um lugar turístico. Vale suuuuper a pena. Pegue a balsa no Cais Sodré, atravesse o

Taí uma dica muito bacana de passeio em Lisboa: Atira-te ao Rio!

Tejo e vá pra este restaurante onde você come com a vista de Lisboa à sua frente. Acho que dona até é brasileira, mas a comida é totalmente portuguesa. Depois do almoço, suba um elevador que tem ao lado e vá até Almada, uma cidade da grande Lisboa que parece uma outra dimensão, cheia de velhinhos, parada na década de 50. Ótimo passeio pro dia inteiro.

3) Não deixe de experimentar as sardinhas assadas à moda portuguesa, com tripas e tudo. Tem uma adega que fica perto do Bairro Alto, no subsolo, mas não sei infelizmente o nome! Mas ache as suas próprias sardinhas assadas!

4) Qualquer vinho ao Alentejo é bom! Peça sempre, em qualquer lugar!

5) A parte nova de Lisboa, construída depois da Expo, vale super a pena, fica na orla do Tejo, mas do outro lado da cidade. Se tiverem um domingo livre, passe uma manhã e almoce por lá, é cheia de gente caminhando, tomando sol, com crianças, super astral.

6) Um passeio pela Alfama, à pé, até o castelo São Jorge. Imperdível e maravilhoso.

7) No Bairro Alto, não deixe de comer o bacalhau do Bota Alta, é um restaurante minúsculo, super concorrido, comida deliciosa, super tipico.

É aqui que se vende a verdadeira Ginjinha!

8 ) Pastéis de Belém na lojinha do lado do mosteiro dos Jerônimos, é super turistico mas vale muuuuuito a pena, os lisboetas todos comem lá também, dizem que foi lá que inventaram a receita. Estes pastéis são vendidos por toda Lisboa, mas nesta loja são os

melhores, de longe! Toda esta parte da cidade vale o passeio, tem o monumento do Descobrimento, enfim, muita coisa pra se fazer no mesmo dia, tudo pertinho.

9) Tomar uma ginjinha no Rossio, durante a tarde. É um aperitivo super tipico, feito com umas frutinhas que nunca vi. A galera passa, toma uma e sai pra trabalhar, sei lá pra onde vào. É uma portinha, mas vale a pena experimentar.

10) Centro Cultural de Belém (é perto do mosteiro dos Jerônimos), tem uma programação ótima, coisas de graça, um café super charmoso, uma livraria ótima e, se o tempo estiver bom e com alguma sorte, espetáculos ao ar livre, com artistas de todos os países da Europa.

Me conte depois se vale a pena!

Mundo Slow

Me identifico muito com o mundo slow.

Vivo num mundo pilhado, cheio de prazos, cobranças e necessidades inventadas.

E adoro a ideia de uma vida devagar:

Comer devagar.
Namorar devagar.
Escrever devagar.
Conversar devagar.
Escolher devagar.
Viajar devagar…

Não.
Não tem nada a ver com malemolência, preguiça, corpo mole.

A vida slow tem vitalidade.

É criativa.
Sensual.
Intensa.

Mas respeita o tempo.
Tempo do mundo.
Tempo de cada um.

Acabo de voltar de uma viagem slow.

E é assim que vou atualizar o blog: slow!