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Archive for the ‘Slow life’ Category

O Cine Santa fica aqui, neste casarão no Largo dos Guimarães, em Santa Teresa

Fica no bairro de Santa Teresa, um dos meus cantos prediletos no Rio de Janeiro, mais um destes lugares inusitados que venho descobrindo pela cidade: o Cine Santa.

Com carinha de cenário de praça do interior, à primeira vista nem parece que é um cinema de verdade. Mas é. Com programação divulgada nos jornais e tudo.

Costumo entrar lá nem que seja pra dar uma olhada no movimento, tomar um café ou observar as pessoas que entram e saem, geralmente moradores do bairro ou turistas.

Não sei se ele costuma ser frequentado por gente de outras partes da cidade , pelo que percebo o cinema é mais voltado para a vizinhança mesmo. Não por acaso, eles promovem sessões de graça para crianças da comunidade e possuem preço diferenciado para amigos cadastrados.

Em uma de minhas idas , descubro que, segundo a Ancine, o CineSanta é a sala que mais exibe filmes nacionais no país – proporcionalmente, claro. É que a única sala tem só 60 lugares (com uma tela de qualidade mas bem menor do que as que fazem sucesso por aí).

Para mim, só de saber que existe um lugar assim, que se contrapõe -propositalmente ou não – à avalanche de cinemas multiplex que invadiu o mundo, já acho o máximo. É por aí que caminha o meu conceito de modernidade, conforto e luxo.

E olha que antes ainda dava pra chegar até lá de bondinho… Demais, não?

Quando o bondinho ainda circulava...


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Quem me conhece sabe que nunca morri de amores pelo Rio.

– O queeeeeeeeee????? – Você pergunta, chocado.

É, nunca morri de amores.

Mas agora, por uma destas enormes voltas que a vida dá, cá estou morando no Rio de Janeiro.

E quer saber? Não morrer de amores pelo Rio me permite um olhar distanciado, que me traz muitas vantagens.

Uma delas é me encher de contentamento cada vez que me deparo com paisagens de tirar o fôlego que encontro pelo caminho (e olha que não são poucas!).

Outra? É me sentir como se estivesse de férias, até em um trivial passeio de bicicleta. Mesmo que seja plena quarta-feira e eu tenha que trabalhar no outro dia logo cedo.

Mais uma vantagem? Achar o máximo esbarrar sempre com um chopinho gelado e de boa qualidade, em qualquer birosca da esquina. Pelo menos nos lugares que já morei, chope gelado e de boa qualidade só em determinados bares e restaurantes (que sabem cobrar bem caro por ele!).

E a mais sensacional de todas: ver gente na rua o tempo todo! Na praia, nas praças, no centro da cidade, nas avenidas, tem gente pra lá e pra cá direto.  Fazendo nada, parada, namorando, conversando, passeando com o cachorro. O máximo!

Em resumo, me delicio com coisas que os cariocas acham muito normais e que, para mim, mais parecem doses diárias de contemplação e felicidade.

Não morrer de amores pelo Rio me permite sair daquele estado de deslumbre quase cego que muita gente tem com a cidade.

E que, em minha opinião, deixa as pessoas meio sem critério, se sentindo injustiçadas porque a cidade “mais bonita e maravilhosa do mundo” tem lá os seus problemas.

Pra mim, o Rio é como todas as outras cidades: tem suas virtudes (muitas) e seus defeitos (muitos).

Eu, por enquanto, tenho me deliciado com as qualidades – que pretendo reportar aqui, em doses homeopáticas.

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Pressa, pra que?

San Giminiano, Toscana, Italia

A vida na Toscana é assim:
Nos vilarejos medievais, carros não passam na rua depois das oito da noite.
Almoço? Só na hora de almoçar.
(Parece óbvio? Experimente encontrar um restaurante aberto às quatro da tarde!)

Flores na porta das casas.

E muitos vinhos bons.

Impossível voltar a mesma pra casa: a gente aprende que a vida não precisa ser tão desesperadamente corrida.

E que, com calma, dá tempo de fazer muitas coisas.

Inclusive viver.

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Mundo Slow

Me identifico muito com o mundo slow.

Vivo num mundo pilhado, cheio de prazos, cobranças e necessidades inventadas.

E adoro a ideia de uma vida devagar:

Comer devagar.
Namorar devagar.
Escrever devagar.
Conversar devagar.
Escolher devagar.
Viajar devagar…

Não.
Não tem nada a ver com malemolência, preguiça, corpo mole.

A vida slow tem vitalidade.

É criativa.
Sensual.
Intensa.

Mas respeita o tempo.
Tempo do mundo.
Tempo de cada um.

Acabo de voltar de uma viagem slow.

E é assim que vou atualizar o blog: slow!


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