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Archive for junho \09\UTC 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo…

Dia de chuva, bom pra não fazer nada!

Sempre penso sobre o que faço com o meu tempo.

Mais do que me preocupar em como preenchê-lo, meu desafio é encontrar maneiras de deixá-lo mais livre.

Como não entrar na paranoia de ficar ocupado o tempo todo (que nada tem a ver com produtividade, diga-se) e ter mais tempo pra não fazer nada?

Parece estranho? Mas esta é uma das questões que mais me instigam e mobilizam atualmente.

Não acho razoável, sob qualquer ponto de vista, que uma pessoa passe doze, quinze horas de seu dia fazendo coisas que não gosta.

Isso inclui trabalho, obrigações domésticas, trânsito, filas, tarefas repetitivas, relacionamentos e mais um monte de situações que todos nós temos que (ou nos deixamos) viver todos os dias.

Mas o que mais me intriga é a dificuldade moderna em lidar com o tempo livre.

A gente reclama que não tem tempo, certo? Mas o que mais vejo são pessoas que não sabem o que fazer com as saudáveis lacunas de tempo entre as obrigações da vida adulta.

Eu mesma já fiquei até mais tarde no trabalho, inventando obrigações, dificuldades e tarefas, por pura incapacidade de lidar com o tempo de sobra.

E, por ter sofrido deste mal (e não querer viver assim nunca mais!), fico especialmente sensível quando ele volta a me rondar.

E me entristeço quando vejo pessoas, aos punhados, atropeladas por esta síndrome – sem sequer dar-se conta, o que é pior.

Tempo livre é como uma folha em branco que você pode preencher como quiser. Inclusive não fazendo nada (modalidade que eu adoro praticar…).

Para desprogramar a alma, a regra é não tratar a dádiva do tempo livre como um peso.

Mas sim como o presente valioso que ele é.

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